CNIS é o “extrato” que o INSS usa para reconhecer tempo e calcular valor. Ele falha — e quando falha, quem paga é o segurado. Aqui estão os 5 erros mais comuns e o que fazer.
Se tem um documento que parece simples — mas que decide o rumo de muita aposentadoria — é o CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais). Ele é, na prática, o “extrato” dos seus vínculos e contribuições: onde o INSS busca o histórico para reconhecer tempo e calcular valor.
O problema: CNIS não é “verdade absoluta”. É um banco de dados. E banco de dados falha. Quando falha, quem paga a conta costuma ser o segurado: aposentadoria atrasada, valor menor, exigências intermináveis.
A boa notícia: dá para resolver. E dá para resolver com método, sem pânico e sem virar refém de burocracia.
A seguir, os 5 erros mais comuns e o que fazer.
1) Vínculo que não aparece (ou aparece “quebrado”)
Você trabalhou, tem carteira, mas o período não está no CNIS — ou aparece com datas erradas, empresa diferente, ou “lacunas”.
O que isso causa: o INSS pode simplesmente “não contar” aquele tempo, ou abrir exigência pedindo comprovação.
Como corrigir (caminho prático):
- reunir CTPS (páginas de identificação + contrato + alterações + baixa)
- contracheques, termo de rescisão, FGTS, RAIS/CAGED (se tiver)
- pedir Acerto de Vínculo/Remuneração no Meu INSS (quando aplicável)
2) Remunerações abaixo do real (ou faltando)
O vínculo até está lá, mas os salários estão menores do que foram — ou alguns meses estão zerados.
O que isso causa: reduz o valor do benefício e pode bagunçar cálculo/tempo.
Como corrigir:
- holerites, fichas financeiras, declaração do empregador, CTPS com alterações salariais
- em muitos casos, o acerto é possível com prova documental bem organizada (e prioridade do que é essencial)
3) “Indicadores/pendências” no CNIS (as famosas siglas)
Alguns CNIS vêm com observações/indicadores e o segurado nem sabe. São alertas internos de inconsistência (ex.: necessidade de validação de vínculo, divergência, ausência de dados, etc.).
O que isso causa: o INSS frequentemente trava ou exige mais documentação.
Como corrigir:
- identificar quais pendências importam de verdade (nem todas têm o mesmo peso)
- separar prova por item, sem “enxurrada” de PDF
- montar uma ordem lógica: primeiro o que impacta tempo; depois o que impacta valor
Aqui é onde muita gente se perde: manda 60 documentos, sem organização, e a análise fica pior, não melhor.
4) Contribuições como autônomo/individual com falhas (GPS, atrasos, “buracos”)
Muito comum em contribuintes individuais: meses pagos que não aparecem, pagamentos fora do padrão, contribuições em atraso sem validação.
O que isso causa: risco de tempo não reconhecido; exigência; necessidade de comprovar atividade.
Como corrigir:
- carnês/GUIAS (GPS), comprovantes bancários, e, quando necessário, comprovação de atividade
- avaliar com cuidado: nem todo pagamento atrasado resolve e nem toda estratégia compensa (cada caso é um caso)
5) NIT/PIS divergente, nomes/CPF inconsistentes e “mistura” de históricos
Às vezes está tudo certo… no lugar errado. Dados cadastrais inconsistentes podem espalhar vínculos, duplicar informações ou ocultar períodos.
O que isso causa: CNIS “frankenstein”, com vínculos sumindo, reaparecendo e travando análise.
Como corrigir:
- checar dados cadastrais e documentos pessoais
- unificação/correção cadastral quando necessário
- depois disso, sim, acertar vínculos/remunerações
Se você quer clareza sem pânico, o CNIS precisa virar um mapa — e não um tratado.
Eu trabalho com 3 camadas:
- Conclusão em 1 frase (dá / não dá / falta X)
- Pendências priorizadas (alta / média / baixa)
- Próximos passos em ordem (o que resolver primeiro e quais documentos pedir)
Quer destravar isso com rapidez?
Nesta semana, estou com agenda para o Raio-X do CNIS (Express): uma análise objetiva para você saber onde está o problema, o que corrigir primeiro e qual caminho faz mais sentido no seu caso.
Se quiser, me chame com a palavra CNIS e eu te mando o passo a passo para baixar o CNIS em PDF e agendar uma triagem rápida.
Cristiane Fraga da Silva — OAB/RJ 224.355
Previdenciário | Sucessões | Contencioso Estratégico
Conteúdo informativo. Cada caso exige análise individual.
